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Operação integrada apura crimes ambientais e ocupações irregulares no bairro Samambaial, em Itapoá

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Ação envolveu diversas secretarias municipais e forças de segurança; levantamento deve embasar medidas de regularização e proteção ambiental.

Nesta quarta-feira (15), uma operação conjunta mobilizou agentes da Secretaria de Ordem, Assistência Social, Meio Ambiente, Defesa Civil e das polícias Militar, Civil e Ambiental em uma ação no bairro Samambaial, em Itapoá, no Norte de Santa Catarina. O objetivo foi identificar possíveis crimes ambientais, ocupações irregulares em áreas públicas e mapear a vulnerabilidade social de famílias que vivem na região.

A força-tarefa percorreu áreas consideradas de risco, especialmente as margens de córregos e terrenos sujeitos a alagamentos. Segundo a Prefeitura, o trabalho integra um levantamento técnico e social que servirá de base para futuras ações do poder público, incluindo medidas de regularização fundiária e de prevenção a desastres.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, a região do Samambaial tem histórico de problemas ambientais e urbanísticos. O bairro cresceu de forma desordenada nos últimos anos, e parte das ocupações está situada em áreas de preservação permanente (APPs). Além disso, há registros de descarte irregular de resíduos e denúncias de atuação de grupos criminosos.

“Essa é uma ação de diagnóstico, não de retirada imediata. O foco é entender a situação para planejar intervenções de forma responsável e integrada”, afirmou um técnico da Secretaria de Meio Ambiente que acompanhou a operação.

Moradores relataram preocupação com o futuro da comunidade, mas reconheceram a importância do levantamento. “A gente só quer morar em um lugar seguro e legalizado. Se vierem para ajudar, é bom para todos”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

Especialistas em urbanismo e meio ambiente apontam que casos como o de Samambaial refletem um desafio nacional: a ocupação de áreas ambientalmente frágeis por famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo dados do IBGE, cerca de 9% da população brasileira vive em áreas de risco de deslizamento ou alagamento — um número que tende a crescer com a intensificação de eventos climáticos extremos.

A Prefeitura informou que, após a conclusão do levantamento, será elaborado um relatório técnico para orientar novas ações de fiscalização, recuperação ambiental e apoio social às famílias afetadas. A Polícia Civil deve utilizar os dados para investigar possíveis crimes ambientais e identificar eventuais responsáveis por loteamentos irregulares.

O balanço da operação deve ser divulgado nas próximas semanas, com o detalhamento das áreas vistoriadas e das medidas a serem adotadas.

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